terça-feira, 17 de dezembro de 2013

5 animais com mecanismos de defesa bizarros


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Nós não nos deparamos todos os dias com predadores, é verdade, mas, pode admitir: você bem que queria ter uma forma de espantar gente indesejada/inconveniente, não é mesmo? Resta a nós, meros humanos, invejar as criaturas que zeraram a arte do sai-pra-lá com maestria. Conheça 5 animais com mecanismos de defesa bizarros (e fascinantes):

1. Lagartos de Chifres
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Se você for esperto, basta avistar de longe esse lagarto para saber que é melhor seguir para o rumo oposto ao do bichinho. Para quem não se deixa intimidar pela cara de poucos amigos, o chifrudo tem uma surpresinha macabra. Levando ao pé da letra a ideia de ter “sangue nos olhos”, algumas espécies do gênero Phrynosoma conseguem esguichar o próprio sangue e acertar qualquer coisa que tente ameaçá-los. Sério. Os lagartos de chifres se alimentam principalmente de formigas mas, para recolher os cerca de 200 insetos necessários para saciarem sua fome, precisam ficar expostos em campo aberto, vulneráveis a ataques. Não que sejam frágeis: caso seja capturado, o bichinho oferece uma refeição indigesta ao predador – as escamas em forma de espinhos são capazes de perfurar o estômago de cobras, por exemplo. É quando se vê frente a frente com inimigos mais robustos que o lagarto usa do seu ~item especial~: ele aumenta a pressão sanguínea na cabeça, causando o rompimento dos vasos ao redor do globo ocular, e esguicha o próprio sangue (que possui uma substância desagradável ao paladar dos predadores) pelos olhos. Like a boss do reino animal.

2. Pepino do mar
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Se você olhar com carinho, pode até achar o pepino do mar simpático, mas dificilmente ele vai te intrigar logo de cara. De aparência pacata (e um tanto, bem, vegetal), esses bichinhos se alimentam do material orgânico dos detritos do fundo do mar e ficam lá, de boa na lagoa. Isso até aparecer um predador – é aí que o pepino marinho mostra seu verdadeiro talento. Quando ameaçados, alguns dos equinodermos são capazes de liberar filamentos pegajosos para enganar seus inimigos. Já seria um ato digno de nota, mas alguns deles vão além, sendo capazes de mutilar o próprio corpo para se defenderem – através da contração violenta de seus músculos, expelem alguns de seus órgãos internos… através do ânus. Vamos deixar a sua imaginação formular essa imagem. A manobra arriscada não afeta a saúde do bichinho, que é capaz de regenerar as partes perdidas rapidamente.

3. Peixe-bruxa
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[Foto: Stan Shebs, via]
Estes peixes marinhos, que têm formato de enguia e são desprovidos de um esqueleto interno, certamente não são bonitinhos, mas possuem uma curiosa característica que os tornam fascinantes: o peixe-bruxa é capaz de produzir mais de um litro de muco em apenas um segundo. Ainda não ficou impressionado? Pois saiba que esse talento pegajoso é o que garante a sobrevivência do peixe quando ele dá de cara com os valentões do oceano: o muco expelido gruda nas brânquias do predador, bloqueando seu fluxo respiratório. Se o inimigo insistir em abocanhar o bichinho escorregadio é ele quem vai levar a pior: o muco é capaz de se expandir e o predador acaba morrendo por asfixia. Para escapar de sua própria bagunça, o peixe-bruxa só forma um nó com o próprio corpo, raspa o lodo produzido e segue tranquilão nadando por aí.
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4. Urubu-de-cabeça-vermelha
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Já sentiu ânsia de vômito frente a uma situação impossível? O urubu-de-cabeça-vermelha te entenderia, colega, e ainda te ensinaria uma forma de usar isso ao seu favor. Ao serem ameaçados por predadores, essas aves provocam o próprio vômito, botando para fora pedaços de carne semi-digeridas. Eca. Acertou quem imaginou que a sujeira tem um cheiro insuportável. A substância fedorenta ajuda a espantar a criatura que ameaçava a ave, que aproveita a distração causada pelo cheirinho desagradável para escapar.

5. Salamandra-de-costelas-salientes
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A salamandra-de-costelas-salientes parece ser um parente distante do mutante Wolverine. Encontrado na Península Ibérica e na região do Marrocos, este bichinho usa as próprias “costelas salientes” como uma arma ao se deparar com um predador. Para isso, a salamandra empurra suas costelas, aumentando o ângulo que formam com sua coluna em até 50 graus, perfurando a própria pele. O golpe não afeta a salamandra, mas o mesmo não pode ser dito sobre o seu predador: ela vai além e secreta veneno pelos poros de sua pele, tornando o golpe ainda mais letal – e bizarro!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estresse rouba um mês de sono por ano


Estresse rouba um mês de sono por ano

tired1Quantas vezes você não perdeu o sono por se preocupar com tantos problemas? É conta pra pagar, trabalho atrasado, pagamento que não chega. Fica difícil dormir tranquilo com tanta coisa para resolver. E essas horas perdidas em preocupações rendem, no fim das contas, um saldo negativo de 30 dias de sono. Pois é, em média, a gente perde um mês de sono, todo ano, por culpa do estresse.
É o que mostra o estudo encomendado pela Direct Line, empresa britânica de seguros. Os pesquisadores entrevistaram 2 mil britânicos para saber quanto tempo costumavam dormir e quanto tempo perdiam absortos em preocupações. Quase 70% diziam perder até 2 horas diárias de sono pensando em problemas. E desse número saiu a média: em um ano, são 730 horas de sono perdido. Ou 30,4 dias.
Sem nenhuma surpresa, os entrevistados citaram trabalho e dinheiro como as maiores preocupações, os maiores vilões dos sonos tranquilos. Já outros 20% dos insones não podiam dormir por outro problema: os roncos do parceiro ao lado.
E qual o segredo para dormir bem? Dizem os especialistas que a melhor forma vencer a insônia é escutar música calma ou barulho de chuva, mar ou cachoeira antes de tentar dormir. Será que funciona mesmo?
Crédito da foto: flickr.com/pedrosimoes7
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Estudante do Pará cria projeto para purificar água com caroços de açaí


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Quem acompanha as notícias de ciência deve ter visto que, na semana passada, foram anunciados os ganhadores da XXVII edição do Prêmio Jovem Cientista, uma premiação que escolhe ostrabalhos científicos mais inovadores de estudantes de todo o Brasil. Entre os trabalhos vencedores desta edição, que tinha o tema “Água – desafios da sociedade”, um projeto se destaca e merece a sua atenção: o de Edivan Nascimento Pereira, de 19 anos, aluno da Escola Estadual de Ensino Médio Profª Ernestina Pereira Maia. O trabalho de Edivan ganhou o merecido1º lugar na categoria Ensino Médio do Prêmio.
Morador de Moju, no Pará, Edivan criou uma solução para a falta de tratamento adequado da água nas regiões periféricas e ribeirinhas do município. Ele desenvolveu um tipo de carvão capaz de filtrar e purificar a água, tornando-a apropriada para consumo. E o mais bacana é que o material usado na pesquisa foi o açaí, uma fruta típica do local. “Mesmo morando em uma região afastada, estou tendo a oportunidade de realizar um sonho e de mudar a vida da minha comunidade”, disse o estudante.
O projeto teve duas fases. A primeira parte foi a realização de uma pesquisa para descobrir os hábitos de consumo de água em Moju. Os dados levantados mostram a dimensão do problema: 40% dos moradores ingerem água direto da torneira e 64% das pessoas tiveram doenças relacionadas ao consumo dessa água não tratada.
Para resolver a situação, o estudante resolveu pesquisar as propriedades do açaí. Depois de muitoestudo sobre as propriedades do carvão e sobre a fruta, Edivan descobriu que o caroço do açaí é um material orgânico rico em carbono. Isso torna o caroço ideal para produzir carvão, que pode ser usado em filtros para purificar a água e torná-la potável.
O aluno aplicou o processo químico de ativação no caroço para produzir o carvão (você pode ler o trabalho completo aqui), sob a orientação do Professor Valdemar Carneiro Rodrigues Júnior, que dá aulas de Física e Química. Para concluir o experimento, Edivan testou a eficiência do carvão em um filtro simples e descobriu que a água tratada no filtro realmente se tornava adequada para consumo. E mais: o carvão do caroço de açaí se mostrou mais eficiente que o carvão ativado industrializado.
Confira aqui os outros trabalhos selecionados pelo XXVII Prêmio Jovem Cientista.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Greenbean Recycle paga por materiais recicláveis. É só depositar!

Foto: Projeto Greenbean Recycle paga por materiais recicláveis http://abr.ai/1aVosu7

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*Jéssica Miwa é repórter estagiária do Planeta Sustentável
Já imaginou se reciclagem fosse um jogo superdivertido? E que, além de contribuir com o meio ambiente, fosse possível aumentar sua conta bancária? Partindo dessa premissa, Shanker Sahai, engenheiro zambiano, criou a Greenbean Recycle.
Assim, Sahai quer contribuir para o aumento dos índices de reciclagem, inicialmente no estado de Massachusets. A proposta do pesquisador é criar uma lógica divertida para acabar com um dos maiores problemas da atualidade: o destino dos resíduos sólidos. Como o sistema está incorporado às mídias sociais, para participar basta criar um perfil de interação social no sistema – de modo que seja possível competir com outros usuários e criar competições em grupo, inclusive.
Ao depositar vidros, plásticos ou latinhas, a Greenbean informa a quantidade de energia e lixopoupado com essa ação, incentivando a continuidade da reciclagem. Além, é claro, de depositar alguns trocados na conta bancária do PayPal, que repassa a quantia para o usuário.
A máquina já é realidade em universidades de Massachusetts – entre elas MIT e Harvard, ambas em Cambridge. O plano é que estádios, aeroportos, condomínios, shoppings e outros lugares muito movimentados também recebam a tecnologia. “Esta máquina é limpa e rápida, uma maneira inteligente de reciclar”, destaca Adam Mustafa, um dos integrantes do time criador.
Veja o vídeo com imagens e detalhes da engenhoca:
Foto: Divulgação

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

10 curiosidades sobre a história do chiclete


Aqui na Super você já aprendeu que ele pode engordar, é verdade, mas também pode te ajudar a ficar mais espertointeligente e até dar uma mãozinha na hora da concentração. Mas, afinal, de onde vem o chiclete? Descubra 10 etapas da história da goma de mascar:
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1. Os pesquisadores se dividem sobre quem seriam os criadores da goma. Boa parte deles acredita que o chiclete surgiu por volta do ano de 9 000 a.C., na região da Mesopotâmia, onde foram encontrados resíduos de chicle feito de resina de bétula em dentes humanos. Outros defendem que os “pais” do chiclete seriam os povos antigos que viviam na América, antes mesmo da colonização europeia.
2. Os Maias, que viveram entre 1000 a.C e 900 d.C., mascavam resinas extraídas da árvore de Yucatán para refrescar o hálito.
3. Acredita-se que essa resina era chamada pelos Maias de “Tchi-Clé” (“Tchi” significaria “boca” e “Clé”, movimento). A palavra foi adaptada pelos colonizadores espanhóis.
4. Já os Astecas, que viveram entre os séculos XIV e XVI, faziam gomas de mascar a partir do látex do sapotizeiro – árvore que dá o sapoti – que produzia uma resina a qual os nativos davam o nome de chicle. Eles a utilizavam para ajudar na produção de saliva durante as caminhadas.
5. A guloseima como conhecemos hoje foi criada em 1872, pelo inventor norte-americano Thomas Adams. Depois de ver uma menina pedir um pedaço de parafina para mascar, ele inventou uma goma com as sobras de resina do Sapotizeiro. O sucesso de sua criação foi tão grande que logo Adams sofisticou a goma, que foi chamada de “Adams New York nº 1”.
6. Nas décadas seguintes ele precisou abrir várias fábricas para atender à grande demanda dos consumidores dos EUA.
7. Em 1880, um vendedor de pipocas de Cleveland, nos EUA, chamado Willian J. White, deu sabor à goma, e chamou seu produto de “Yucatan”. Já o chiclete de bola teve origem nas mãos de Frank H. Fleer, já no século XX. Ele chamou sua criação pelo sugestivo nome de Blibber-Blubbler.
8. Durante a Segunda Guerra Mundial, o produto passou a ser comercializado com o intuito de aliviar o estresse dos civis e dos soldados dos EUA. Foi no período pós-guerra que as vendas do chiclete dispararam.
Bubble Gum
9. Depois do fim da Grande Guerra as resinas naturais foram substituídas por substâncias sintetizadas a partir do refino do petróleo, por causa do custo de fabricação.
10. A partir da década de 1960 surgiram os primeiros chicletes sem açúcar.

 Fontes: ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados, Arcor e Mundo Estranho.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A diferença entre Biodegradáveis ​​e Compostáveis


Compostagem e Biodegradação
Graças a consciência “verdadeiramente” ecológica de muitas empresas, muitos materiais que compõe as embalagens e mesmo os objetos estão se tornando biodegradáveis e compostáveis. É claro que aqui no Brasil, devido as nossas leis antigas e impostos altos, isso não acontece. Mas em países civilizados as coisas são diferentes, tando os governos quanto a população tem como objetivo a redução do lixo e  redução da pegada de carbono, fazendo com que as empresas mudem seu posicionamento, revejam seus conceitos, diminuindo os resíduos, fazendo embalagens menores, recicláveis, biodegradáveis e até compostáveis. Atualmente nos EUA a tendência são os compostáveis como as embalagens e objetos que podem ser colocados diretamente em composteiras, isso vem com a idéia de ter uma horta em casa, mesmo que seja as micro, mini e  tem também as composteiras públicas que já estão disponíveis em alguns municípios americanos.

Qual a diferença entre biodegradável ​​e compostável

Apesar dos nomes serem bem diferentes, eles tem praticamente funções iguais,  mas isso não quer dizer que um produto  biodegradável seja bom para a natureza ou que um produto compostável é apenas feito para ser colocado em um compostor (sistema de compostagem). Veja abaixo a diferença entre biodegradáveis ​​e compostáveis.

O que é Biodegradável

Biodegradável é simplesmente tudo o que é natural o suficiente para se degradar, desfazer, apodrecer, de maneira fácil e natural, e se tornar parte da terra novamente, sem causar problemas ou deixar qualquer resíduo. O biodegradável  é capaz de ser decomposto por agentes biológicos, especialmente bactérias.

A Biodegradação e Biodegradabilidade

Biodegradação pode acontecer durante um período de dias ou milhares de anos, isso é que faz a diferença entre o que é “bom” ou “ruim” para o ambiente. O mais natural é o item mais rápido ele vai biodegradar rapidamente e desaparecer.  Um exemplo é a casca de banana, ela nunca irá se biodegradar em um aterro sanitário, mas em 2 semanas irá desaparecer  em uma compostagem de quintal , uma questão de dias em um compostor industrial e de algumas semanas se jogada no mar.
Já as sacolas descartáveis de plástico nunca irão se biodegradar em um aterro sanitário, levariam um tempo desconhecido  em uma compostagem caseira ou  industrial. Mas no mar, como sabemos o plástico é de muito difícil decomposição, tanto assim, que  ele passa pelo processo de fotodegradação, quer dizer que ele quebra em pedaços menores e se transforma em uma ilha de lixo que vai durar centenas de anos.

O que é  Compostável

Produtos compostáveis ​​são como os produtos biodegradáveis, mas muito  melhores para a natureza,os produtos compostáveis  são  ricos em nutrientes que são liberados no solo, tornando os produtos compostáveis  melhores para o meio ambiente. O tempo de desagregação de um produto compostável  pode variar de um mês a seis meses, gerando um material estável e rico em nutrientes minerais para a terra.
Estes produtos devem ser capazes de se tornar um composto utilizável  em um  sistema de compostagem adequado ou composteira, ou em uma pilha de composto. Este composto pode então ser utilizado para jardinagem e hortas, sem o problema de contaminação por produtos químicos, pesticidas ou metais pesados.

fonte: http://www.vidasustentavel.net/meio-ambiente/diferenca-biodegradaveis-%E2%80%8B%E2%80%8Be-compostaveis/  tags# desentupidora bh,desentupidora em bh,desentupidora em betim,limpa fossa
http://www.desentupidoraembh.ind.br

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Livro traz testemunhos de genocídio no maior hospício do Brasil

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Não, esta não é a foto de um campo de concentração nazista – mas chega perto. É um hospício em Barbacena, Minas Gerais, onde morreram mais de 60 mil pessoas. (Foto: Luiz Alfredo/O Cruzeiro)
O conto “Sorôco, sua mãe, sua filha”, um dos mais tristes e bonitos do livro “Primeiras Estórias” (1962), de Guimarães Rosa, fala de um trem com grades na janela que “ia servir para levar duas mulheres, para longe, para sempre”: a mãe e a filha, ambas com problemas mentais, de um homem viúvo chamado Sorôco.
 “A hora era de muito sol – o povo caçava jeito de ficarem debaixo da sombra das árvores de cedro. O carro lembrava um canoão no seco, navio. A gente olhava: nas reluzências do ar, parecia que ele estava torto, que nas pontas se empinava. O borco bojudo do telhadilho dele alumiava em preto. Parecia coisa de invento de muita distância, sem piedade nenhuma, e que a gente não pudesse imaginar direito nem se acostumar de ver, e não sendo de ninguém. Para onde ia, no levar as mulheres, era para um lugar chamado Barbacena, longe. Para o pobre, os lugares são mais longe.”(“Sorôco, sua mãe, sua filha”, do livro “Primeiras Estórias”de Guimarães Rosa)
A despedida entre o homem e as duas únicas pessoas que ele tinha na vida, e que nunca mais veria novamente, comove a todos os que estavam acompanhando a cena. Aquele “trem de doido” existia de verdade: ele cruzava o interior do país levando pessoas consideradas doentes mentais para um hospício conhecido como Colônia, em Barbacena (Minas Gerais), o maior do Brasil – e o cenário de um terrível genocídio que durou décadas. Mais de 60 mil pessoas morreram ali.
A jornalista Daniela Arbex resgatou a história para o jornal “Tribuna de Minas” em 2011 e, pouco depois, foi mais fundo e escreveu o livro “Holocausto Brasileiro” (Geração Editorial), que traz o testemunho de ex-funcionários do Colônia e de pessoas que passaram décadas internadas ali e hoje vivem em residências terapêuticas na região.
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Fotos:  Luiz Alfredo/O Cruzeiro
A instituição foi criada pelo governo estadual em 1903 e começou a ficar superlotada a partir de 1930. Em 1960, havia 5 mil pessoas vivendo onde cabiam 200. Chegando lá, elas eram forçadas não só a abrir mão de sua identidade, mas também de sua condição humana. Recebiam outro nome, eram obrigadas a se vestir com trapos (e muitas vezes tinham de andar nuas mesmo durante os invernos frios da região), dormiam em camas de capim em meio à completa imundície, bebiam água do esgoto, passavam fome (e, quando comiam, eram refeições que talvez nem animais encarassem), apanhavam, levavam choques elétricos sem qualquer prescrição médica (e sem qualquer cuidado no procedimento, o que provocou a morte de muita gente) e alguns sofriam lobotomia, para ficar numa descrição sucinta.
Daquelas pessoas, 70% não tinham nenhuma doença mental – na verdade, até o fim dos anos 50, nem médico havia naquele hospício. Muitos foram parar ali simplesmente por terem sido pegos sem documento, ou por serem alcoólatras, pobres, homossexuais ou militantes políticos. Havia também adolescentes que tinham engravidado e foram rejeitadas pela família. Uma mulher passou décadas internada porque andava “muito triste”. Basicamente, era um lugar para “livrar” a sociedade de quem quer que fosse indesejado.
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Foto:  Luiz Alfredo/O Cruzeiro
E quem entrava não saía mais. Com as péssimas condições do lugar, houve uma época em que pelo menos 16 pessoas morriam diariamente ali. Os corpos eram vendidos ilegalmente para universidades: mais de 1850 foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país entre 1969 e 1980. Só a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) comprou 543. Quando não havia comprador, os corpos eram decompostos em ácido no pátio do hospício, diante dos outros internos.
Algumas pessoas tentaram denunciar o que estava acontecendo ali, mas sem sucesso. As autoridades eram omissas e a comunidade médica reprimia os profissionais que tentavam fazer alguma coisa. Nos anos 60, a revista “O Cruzeiro” fez uma matéria com fotos (tiradas pelo fotógrafo Luiz Alfredo – algumas das quais estão reproduzidas aqui) denunciando as condições do lugar e chocou o país – mas o tema logo caiu no esquecimento. Só quase 20 anos depois é que outros veículos passaram a se manifestar novamente, atraindo a atenção de nomes importantes da psiquiatria e dando força à reforma psiquiátrica no país, que visava acabar com a lógica das internações de longa permanência. A ideia era dar um tratamento mais digno aos pacientes com transtornos mentais, garantindo cuidados que permitissem a eles se integrar à sociedade em vez de promover o isolamento em hospitais psiquiátricos. Graças a essa reforma, o Colônia mudou e está para ser desativado, bem como outros manicômios. O livro de Daniela Arbex também fala sobre essa luta.
fonte:http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/ tags# desentupidora em bh, desentupidora em minas,desentupidora em contagem


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Automóveis: do modelo a diesel ao elétrico, qual é o salvador da pátria?


Automóveis híbridos e elétricos surgem como opção mais eficiente, mas o alto custo os torna inviáveis. As outras alternativas, como o etanol e o diesel, não são das mais animadoras
Um carro movido a gasolina incomoda muita gente. Um carro movido a gasolina e outro tipo de combustível incomoda muito mais. Será?
Um carro híbrido é um veículo cujo motor funciona tradicionalmente com gasolina e que, além disso, pode utilizar outra fonte de energia – que pode ser elétrica ou de combustão a hidrogênio. O híbrido é uma espécie de criatura do Dr. Frankenstein. Nada mais é do que o cruzamento do carro comum e do carro elétrico. E o resultado é um veículo que consome menos combustível e tem algumas vantagens comparativas aos modelos tradicionais.
Um carro híbrido pode rodar cerca de oito quilômetros a mais que um carro a gasolina, se ambos usarem um litro de combustível. Dessa forma, acaba-se gastando menos com combustível, emite-se menos monóxido de carbono na atmosfera e, à medida em que ficarem mais populares, ajudarão na diminuição do consumo de gasolina - o que é benéfico para o meio ambiente.
Porém, assim como a criatura do famoso livro de Mary Shelley, os híbridos ainda não foram muito aceitos. Pelo menos no mercado brasileiro. Em grande parte por conta do preço: um carro híbrido, atualmente, não sai por menos de R$ 100 mil. A grande vantagem para o bolso está na hora de encher o tanque.
Outro tipo de veículo que preenche todas as lacunas da sustentabilidade, mas que também esbarra no quesito grana é o elétrico (veja aqui as vantagens e problemas destes veículos).
Por que o carro híbrido e o elétrico saem caro?
O que torna os veículos híbridos e elétricos mais caros por aqui é a questão da infraestrutura. Para fabricar os veículos em solo tupiniquim seria necessário importar a tecnologia dos EUA, Europa ou Japão. No Brasil, não se pensa em produzir esse tipo de tecnologia. Além disso, o sistema de distribuição elétrica no país teria de ser completamente repensado, com plugues especiais de recarga dos veículos nas garagens ou estabelecimentos comerciais.
Eco-solução pode virar um eco-problema
Embora os híbridos possam poluir cerca de 26% menos que um automóvel movido só a diesel (segundo estudo da Climate Leadership Group), inundar as ruas com eles não vai ajudar. Afinal de contas, isso significa ainda mais carros nas ruas, somando-se o já altíssimo número de veículos individuais que circulam pelas cidades. O congestionamento poderia ser ainda maior do que já é.
Ainda existe um problema de mercado: se os veículos consumirem menos combustível, qual será a reação dos empresários do setor? Aumentariam o preço? Dessa forma estaríamos andando em círculos, pois os consumidores migrariam para veículos movidos a gasolina e etanol novamente. E então, quem poderia nos defender?
Quem vai salvar a pátria?
Diante do cenário descrito, os carros híbridos e elétricos não podem pleitear o posto de “salvadores da pátria”. Assim, surgem outras opções de combustíveis que poluem menos ou que (aparentemente) são mais viáveis: o diesel e o etanol.
Diesel - o diesel é mais barato e permite que se tenha uma maior quilometragem por litro de combustível, mas, no que diz respeito à emissão de poluentes na atmosfera, é sete vezes pior do que a gasolina. Ainda, a exposição prolongada ao diesel pode causar câncer (saiba mais). Uma boa notícia é que existe um tipo de diesel mais limpo no mercado. 
Etanol - A queima do álcool emite, em média, 25% menos monóxido de carbono e 35% menos óxido de nitrogênio (NO) que a gasolina. Mas conta com a desvantagem de proporcionar um número menor de quilometragem por litro, além de já não ser mais economicamente tão viável. No fim das contas, é questionável a afirmação de que o álcool polui menos que a gasolina.
Depois de toda essa desilusão a pergunta permanece: quem vai salvar a pátria?
Transporte Público
A resposta está na rede de transporte público. Só ela pode aliviar o inchaço causado pelo número excessivo de veículos na rua e proporcionar uma alternativa de qualidade para que os motoristas possam - pelo menos cogitar - deixarem seus carros em casa alguns dias da semana. Isso já diminuiria as emissões, uma vez que os veículos públicos (ônibus, metrô e trens) são mais limpos - grande parte deles usa eletricidade e biocombustível como fonte de energia.
No caso dos ônibus, isso também se dá pela contribuição dos corredores, uma vez que é em baixas rotações que o motor mais polui. Ainda de acordo com o estudo, em corredores e faixas simples, os ônibus convencionais a diesel, ainda com tecnologia Euro III (a mais antiga em circulação), podem consumir cerca de 20% menos combustível.
Se pensarmos em termos de investimento, ainda existem os ônibus elétricos híbridos, cuja maior utilização e a modernização dos corredores, com pontos de ultrapassagem e linhas expressas e semi-expressas, seguindo os padrões do BRT (Bus Rapid Transit) seriam - junto com o metrô e o trem pesados - um grande avanço para a mobilidade urbana e reduziriam muito as emissões de poluentes. Essa é conclusão de outro estudo, realizado pela Fundação Hawlett para a SPTrans.
Existe uma longa jornada a ser percorrida para que nossos veículos tenham fontes de energia compatíveis com a necessidade de poluir menos, principalmente se levarmos em conta as questões de interesse econômico envolvidas nesse processo. Mas vale lembrar que estimular a compra de veículos individuais pode desviar o foco que amobilidade urbana (principalmente nas diversas modalidades de transporte público) merece e agravar ainda mais o problema. 

FONTE: http://ecycle.com.br/: TAGS: DESENTUPIDORA EM BH ,DESENTUPIDORA BH,DESENTUPIDORA EM CONTAGEM

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Microondas é reciclável?


A resposta é sim, mas existem partes de difícil reciclagem. Confira:
Funcionamento
O princípio básico desse tipo de forno é transformar a energia elétrica em energia térmica por meio de ondas eletromagnéticas (as tais microondas), que aumentam a energia cinética dos alimentos. Seu principal componente é o magnetron, responsável pela formação de ondas magnéticas e composto basicamente por imãs e placas de metal. Essas ondas são absorvidas pelas moléculas de água presente nos alimentos, o que provoca agitação e, por fim, aquecimento.
Impactos no uso cotidiano
O tipo de aquecimento do forno de microondas faz com que os nutrientes dos alimentos sejam reduzidos. No entanto, não são apenas os benefícios que cessam. Segundo o médico Sérgio Vaisman, médico especialista em nutrologia e há anos dedicado à prática de medicina preventiva, as alterações decorrentes do aquecimento por meio das microondas pode fazer com que alimentos como fibras, frutas e verduras, abundantes em antioxidantes, percam boa parte de suas propriedades, fundamentais ao trabalho de eliminação de parte dos radicais livres que podem lesar o DNA das células e contribuir para a prevenção de várias doenças, dentre elas câncer e cardio-vasculares. De acordo com a revista Pediatrics, a perda de vitaminas e nutrientes do leite materno devido ao aquecimento em forno de microondas pode afetar o sistema imunológico do bebê.
Aquecer alimentos em recipientes de plástico que não são específicos para esse tipo de forno, pode liberar dioxina, um composto orgânico incolor e inodoro comprovadamente cancerígeno (atestado pelo Instituto Nacional do Câncer). Para evitar problemas, basta utilizar recipientes de vidro temperado, porcelana ou plásticos especiais para microondas.
Porém, operando de maneira normal, o microondas não oferece riscos à saúde, é inclusive um facilitador ao poupar tempo em nosso corrido dia-a-dia. Quando o forno é desligado, não há riscos de contaminação por radiação, já que ele só a emite quando está funcionando, segundo o Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Mas fique atento aos aparelhos velhinhos. Se houver problemas no fechamento da porta, dobradiça, trinco ou vedação, o uso deve ser interrompido e o aparelho levado ao conserto, já que a radiação pode escapar.
Como fazer o descarte?
Quando o aparelho não tem mais conserto, a melhor maneira de descartá-lo é encaminhá-lo para a reciclagem. O microondas é composto de vários materiais como plástico, vidro e metais, que podem ser separados e ter as partes recicladas. No entanto, a reciclagem do vidro temperado é bem difícil de ser realizada e poucos locais têm tal certificação; e a reciclagem das placas eletrônicas, que contêm metais pesados, como chumbo e cádmio, só é feita, atualmente, no exterior.
De acordo com o coordenador de qualidade e meio ambiente da Electrolux do Brasil, Luis Machado, os consumidores não precisam se preocupar com isso. “O Magnetron, peça fundamental na emissão de ondas neste equipamento, não é radioativo. Esta tecnologia é um componente eletrônico emissor de ondas eletromagnéticas que tem o poder de aquecer as partículas, gerando assim o efeito de cozimento em alimentos”, explicou.
Machado também diz que a peça de destinação mais difícil de todo o equipamento que compõe um forno de microondas é a placa de circuitos eletrônicos. No entanto, ela só é totalmente reciclável no exterior. “Atualmente, estas peças são enviadas para países que tenham este tipo de reciclagem e tecnologia”, afirmou. De acordo com o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir), da Universidade de São Paulo (USP), qualquer produto que tenha placa eletrônica possui contaminantes. A especialista em gestão ambiental do Cedir, Neuci Bicov, afirma que os microondas se utilizam de placas marrons. "Elas contêm metais pesados, por isso precisam ser enviadas a recicladores autorizados pela CETESB. Delas são extraídos cobre e alumínio; a parte do fenolite, infelizmente, ainda é considerada refugo, pois não tem reciclagem", disse.
As placas marrons são compostas por: capacitor (que é perigoso por conter metais pesados e armazenar voltagem), diodo, resistores, transformador e alguns chips. "No nosso caso, enviamos a empresas que extraem o alumínio e o cobre, tornando inertes os demais componentes" afirmou Neuci.
Outras opções
Se o seu forno ainda estiver em condições de uso, faça a doação ou a venda!
Se não houver postos na sua região, é recomendável pedir auxílio ao poder público sobre como proceder no descarte do seu forno de microondas.
FONTE;http://www.ecycle.com.br ,TAGS# desentupidora em bh,desentupidora em contagem,desentupidora em betim,desentupidorabh

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Fitas VHS são parcialmente recicláveis

Fitas VHS são parcialmente recicláveis

Saiba as opções para esse produto na hora do descarte

As fitas VHS são, basicamente, uma caixa de plástico, parafusos, rótulo de papel e fita preta. Essa fita é a responsável pelo processo de gravação de vídeo e áudio através de impressão magnética e, como não há modo de separar magnetismo e carga, não é novidade que as fitas contenham altas concentrações de metal.
A parte plástica da fita cassete e seus componentes de metal são recicláveis. O problema é saber o que fazer com a fita magnética. Se descartada indevidamente, ela representa um grande risco para o ambiente. A solução é procurar o fabricante, mas caso ele não exista mais, você pode encaminhar sua fita cassete para as cooperativas que reciclam pilhas e baterias.
A fita preta magnética é formada por elementos como o óxido de ferro e o cromo. Esses materiais são tóxicos e não podem ser reaproveitados nem manuseados. Por isso, nada de abrir a fita e separar você mesmo o plástico da fita.
Quem recolhe
A reciclagem de fitas VHS é pouco comentada no Brasil e apenas alguns lugares fazem a coleta do material. Um bom exemplo é o CEDIR (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática) da USP em São Paulo. Outro lugar é a Coopermiti, mas essa cooperativa cobra uma pequena taxa pelo serviço. O preço para esse tipo de material está R$ 3,50 o quilo.
Criatividade e solução
Visto que a reciclagem ou até mesmo iniciativas para reciclagem deste material são praticamente inexistentes, a alternativa é fazer o upcycle. Se suas fitas VHS encontram-se em bom estado, faça uma doação para entidades carentes, bibliotecas ou até para colecionadores.
Outra opção é vender em sites como ebay e Mercado Livre. Caso a sua fita tenha registrado um filme clássico, um show histórico ou um documentário que seja raro, faça negócio com isso.
Muitos designers estão apostando nesse material para fazer o upcycle: termo usado para criar outro produto com o material descartado, sem passar pelo processo de reciclagem. Confira o que andam criando por aí, mas atenção! A equipe eCycle repete que não é aconselhável desmontar o VHS, já que não se sabe ao certo sobre os riscos de contaminação por ocasião de contato físico entre as fitas magnéticas e a pele humana.
FONTE: http://www.ecycle.com.br. TAGS #desentupidora em bh,desentupidora em contagem,desentupidora,limpa fossa

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Como descartar medicamentos?

Como descartar medicamentos?


Os remédios, por conterem diversas substâncias químicas, podem representar perigo ao meio ambiente e a outras pessoas, caso descartados incorretamente. Nunca pense em despejar líquidos no ralo ou em vasos sanitários, pois eles podem contaminar águas, mesmo no caso de cidades que contem com usinas de tratamento. No caso de comprimidos vencidos, outras pessoas podem usá-los. Portanto, fique atento!
Os remédios são produtos que de maneira nenhuma devem ser consumidos depois do prazo de validade e por isso as pessoas costumam jogá-los com frequência no lixo. Porém, no meio ambiente, essas substâncias têm efeitos pouco conhecidos e perigosos.
Estudos mostram que as piores consequencias estão relacionadas aos medicamentos que interferem no sistema endócrino, são os chamados “interferentes endócrinos” e englobam uma variedade de substâncias químicas que inclui hormônios naturais e sintéticos, fitoestrógenos, pesticidas entre outros. Os efeitos ambientais mais sérios são observados pelo hormônio 17a-estradiol, que pode provocar a feminização de peixes machos e prejudicar a reprodução e posterior sobrevivência de algumas espécies.
O caminho da contaminação
A maioria dos compostos químicos provenientes de remédios vai parar no ambiente por meio do próprio consumidor. Algumas substâncias permanecem na urina e fezes dos usuários, porém, a quantidade de componentes é menor e na maioria das vezes modificada pelo corpo humano. O maior problema encontra-se nas substâncias (comprimidos, soluções, etc.) que são indevidamente descartados no lixo comum ou no sistema de esgoto. Quando o medicamento é despejado no vaso sanitário ele pode percorrer dois caminhos: ou vai para a rede de esgoto ou infiltra no solo através da fossa séptica. Os sistemas de tratamento de água ainda não dão conta de eliminar algumas substâncias e elas acabam atingindo os mares. O descarte no lixo simples não é diferente, o chorume dissolve, coleta as substâncias dos remédios e, muitas vezes, acaba atingindo o lençol freático, nome dado à superfície que delimita a zona de saturação da zona de aeração, abaixo da qual a água subterrânea preenche todos os espaços porosos e permeáveis das rochas ou dos solos ou ainda de ambos ao mesmo tempo.
O que fazer?
O jeito é se informar sobre os locais que fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos. O sistema é parecido com o descarte de eletrônicos. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado para os remédios. Algumas farmácias também recolhem os produtos.
Agora que você já sabe como descartar, a eCycle te ajuda! Clique aqui para visitar nossa página de Postos de Reciclagem e encontre o melhor destino possível para seu item. 
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Onde descartar lâmpadas

Onde descartar lâmpadas fluorescentes?


Antes de saber, conheça um pouco sobre a lâmpada e os perigos do descarte incorreto 
Apesar da praticidade, durabilidade e economia da lâmpada fluorescente, no interior dela existe um componente químico muito perigoso à saúde: o mercúrio, um metal pesado e tóxico. Devido a ele, o descarte se torna muito complicado.
Os riscos do mercúrio
O mercúrio ainda tem a companhia do chumbo na composição das lâmpadas. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o valor máximo de mercúrio que pode estar concentrado em uma unidade é de 100 miligramas de mercúrio por quilo do resíduo. O contato com a substância em níveis mais altos pode gerar sérios problemas de saúde.
O maior problema acontece quando a substância é inalada, ainda mais se a quantia de mercúrio elementar for grande, o que pode causar problemas neurológicos e até hidragirismo (intoxicação que causa tosse, dispnéia, dores no peito e outros problemas mais graves).
Na questão ambiental, quando o mercúrio é despejado de maneira irregular em rios, por exemplo, ele volatiza e passa para a atmosfera, causando prováveis chuvas contaminadas. Pode acontecer também de microorganismos absorverem o mercúrio, tornando-o orgânico em vez de metálico. Animais aquáticos e plantas podem reter o mercúrio e assim contaminar o meio ambiente sem que exista chance de erradicação.
O mercúrio é liberado ao longo de duas semanas após seu descarte. Apenas nos EUA, são liberadas na natureza entre duas e quatro toneladas de mercúrio anualmente.
E se quebrou?
Fique atento! Antes de limpar a área, a primeira coisa a se fazer é retirar do local as crianças e os animais, além de não deixar que ninguém toque o material.
Ventilar o ambiente também é importante. Por isso, janelas e portas devem ser abertas o mais rápido possível. Para retirar os cacos, use luvas e os coloque em um saco plástico que possa ser lacrado para limpar os pequenos pedaços em pó. Use fitas adesivas e papel toalha umedecido para limpar os últimos resíduos que podem passar despercebidos.
Se a lâmpada fluorescente se quebrou em cima de roupas de cama ou qualquer outro tipo de material que tenha contato direto com o corpo, esta peça não pode mais ser reutilizada, mesmo após lavagem! Ela tem que ser descartada, pois o contato com mercúrio já a inutilizou. No caso de se cortar com os cacos de vidro, procure assistência médica o mais rápido possível.
Descarte especializado
Processos realizados em locais especializados são responsáveis por retirar o mercúrio das lâmpadas fluorescentes, assim elimina-se a possibilidade de contaminações ambienteis e intoxicações. Até por isso, o descarte deve ser bem feito, procurando quais os lugares certos, isolando o material em caso de quebra e avisando sobre o conteúdo entregue.
Não deixe que este material seja levado para aterros comuns! Muitas embalagens deste tipo de lâmpada avisam se o produto é reciclável. Para achar locais que aceitam lâmpadas fluorescentes, acesse a seção de busca de Postos de Reciclagem daeCycle, selecione Lâmpadas e encontre o local mais próximo de você


Lâmpada incandescente é reciclável?

Partículas de metal inviabilizam reciclagem... mas não é só isso
Esse tipo de lâmpada não é reciclável. A composição do vidro é feita de um modo diferente, contando com pequenas partículas de metal. Para resolver esse problema, os Ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, e Indústria e Comércio lançaram uma portaria, janeiro de 2011, que bane o comércio das famigeradas incandescentes até o ano de 2016. Elas serão progressivamente trocadas por fluorescentes e modelos LED. Esse processo economizará muita energia. Para se ter uma ideia, os consumidores passarão a utilizar de 70 a 80% menos energia com os novos modelos. Sem contar que, no caso das LED, a reciclagem é muito facilitada. Também há reciclagem no caso das fluorescentes, mas o processo de descontaminação é mais caro e demorado.
A potência e a durabilidade das novas lâmpadas, além da economia, são incomparavelmente superiores aos mesmos atributos quando falamos de incandescentes. As fluorescentes compactas (se encaixam em bocais pequenos), que serão as principais responsáveis pela substituição, são cerca de cinco vezes mais eficientes e têm uma vida útil de três a dez vezes maior do que as incandescentes. As lâmpadas LED são cerca de 6,5 vezes mais eficientes e logo chegarão a ser 10 vezes mais eficientes, além de durarem de 25 a 50 vezes mais. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a economia chegará a 10 terawatts-hora (TWh/ano) até 2030.
E na hora do descarte?
Se não é reciclável, a destinação tem que ser a mesma dos demais resíduos sólidos secos: o aterro sanitário. No entanto, faça isso em último caso. Há postos públicos e privados para o descarte de todos os tipos de lâmpadas. Você pode acessá-los por meio da seção Postos de Reciclagem da eCycle. Basta clicar aqui, selecionar o item "Lâmpadas" e digitar seu endereço!

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Onde descartar lâmpadas halógenas?

Gases não representam risco à saúde
São recicláveis. Apesar de conterem um pouco de gás halógeno no seu interior, elas não representam perigo ao ambiente.
Reciclagem? Só em empresas especializadas
Procure empresas que recebem esse tipo de material para fazer a reciclagem.

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Lâmpadas LED podem ser recicladas?

Sim, mas antes... um pouco mais de infomação
Se você adquiriu uma lâmpada LED (light-emitting diode - diodo emissor de luz, em português), mesmo que os preceitos de sustentabilidade não tenham passado pela sua cabeça na hora da compra, você fez uma escolha mais ecologicamente correta. As LED diminuem bruscamente o desperdício de energia. Para se ter uma ideia, uma lâmpada incandescente converte apenas 5% da energia que utiliza em luz. Já a LED, tem aproveitamento de 40%. Além disso, a vida útil de um produto desses é beeeem longa: cerca de 50 mil horas (equivalente a mais de 5 anos e meio de utilização contínua).
98% dos componentes podem ser reciclados
Outra excelente questão é que 98% dos materiais que compõem a lâmpada LED são recicláveis e não há metais pesados, como mercúrio, em sua produção (caso das lâmpadas fluorescentes). Elas são menos agressivas à vista humana e não demoram ao serem acesas novamente, quando são desligadas.
Uma luminária de LED é composta por várias lâmpadas e a lâmpada é composta por vários LEDs, o que dificulta a perda total do uso da lâmpada com facilidade.
No Brasil, ainda não há um mercado que lucre com a reciclagem de lâmpadas LED. É recomendável procurar a prefeitura de sua cidade ou postos que aceitam lâmpadas comuns para fazer a destinação correta.
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